2020 - Cirque Brasil

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Talento brasileiro é destaque no Cirque du Soleil - André Fellipe da Silva


Das competições de ginástica para o Cirque du Soleil. Este foi o caminho feito pelo brasileiro André Fellipe da Silva, que até então não esperava fazer parte da maior companhia de circo do mundo.

André Fellipe tem 25 anos e relembra o seu início na ginástica artística: “eu era muito hiperativo quando criança e por isso, o meu pai me colocou na ginástica. Eu sempre fui incentivado por minha família”.

Desde os 4 anos de idade treinava ginástica na cidade de Americana, interior de São Paulo. Ele relembra que a atividade era apenas uma brincadeira que amava praticar, porém, aos 12 anos após ser contratado pelo Clube São Caetano viu a oportunidade de se tornar um atleta profissional.

No clube treinou por 2 anos e depois voltou para sua cidade natal. Aos 16 se mudou para Joinville, um dos polos mais expressivos para formação de ginastas brasileiros. Após a temporada de 4 anos em Santa Catarina foi contratado pelo Minas Tênis Clube.

André representou o clube durante 3 anos, participou de inúmeras competições atingindo resultados satisfatórios até resolver encerrar a carreira como ginasta para buscar novas experiências.

Em San Francisco, Califórnia foi onde decidiu recomeçar, deixando as arenas esportivas para trabalhar como motorista particular por aplicativo e exercer uma de suas paixões: a fotografia. A nova fase teve o apoio do primo, que juntos trabalharam por 5 meses na função.

Durante a temporada nos Estados Unidos, André foi indicado pelo amigo Marco Antônio Coelho Bortoleto para participar de uma seleção de novos artistas para o Cirque du Soleil. “Sempre sonhei em estar aqui mas nunca acreditei e nunca tinha mandado meu currículo para estar aqui até entrarem em contato comigo”.

Com o convite o ex-atleta dá um novo salto na carreira, só que dessa vez com o desafio de aproveitar a experiência de ginasta com o propósito de encantar o público de Cirque du Soleil num novo espetáculo. Ele retornou ao Brasil para assinar o contrato e se preparar fisicamente para enfrentar o processo de criação do show, que começou em setembro de 2016.

PREPARAÇÃO PARA O SHOW

Assim como os treinos intensos durante o período como ginastas, André teve que retornar a essa rotina durante a criação de ‘VOLTA’, novo espetáculo do Cirque du Soleil. Durante 8 meses ele treinou cerca de 12 horas por dia e com ensaios de segunda a sexta. Mesmo sendo uma fase muito exaustiva ele disse que valeu a pena o ingresso na companhia.

“Desde pequeno sempre admirei o Cirque du Soleil, sempre quis estar aqui mas nunca acreditei que isso um dia se tornaria realidade, me sinto muito realizado em fazer parte dessa empresa”.

Em relação a rotina após o início da temporada de shows, André conta que o elenco realiza dois treinos e cerca de 10 sessões do espetáculos por semana.

Arquivo Pessoal: André Fellipe

NOS TEMPOS LIVRES

Nas horas vagas o artista busca aprender coisas novas para agregar ao seu trabalho, como malabares, e outros números artísticos. Além disso, ele usa sua folga semanal para conhecer a cidade em que o circo está instalado e aproveitar para fotografar os momentos.

“Sou muito turista, amo fotografar haha... Segunda-feira é o dia de folga e procuro conhecer todos os pontos turísticos das cidades. Conheci poucos lugares ainda, mas gostei muito de uma cidade em particular, Ottawa CA, uma cidade muito organizada, bonita e limpa”.

Mesmo vivendo uma fase repleta de novos desafios e compromissos na carreira, é natural que surja momentos em que sente falta do Brasil e da família. Para amenizar um pouco a saudade ele tem como porto seguro a namorada Débora Meduqui (foto ao lado), que o acompanha e o conforta durante essa jornada de apresentações pelo planeta.

O Brasil é o destino certo durante suas férias para rever amigos, matar saudades dos familiares e saborear a culinária que classificou como a melhor: “não existe comida melhor que a comida brasileira!”

Sobre o futuro ele ainda não tem um caminho pré-planejado, mas, segue muito focado com o intuito de continuar aproveitando as oportunidades e experiências que tem tido com o Cirque du Soleil.

“Eu nunca penso em desistir, nunca pensei isso, eu simplesmente deixo acontecer, acho que tem momentos para tudo na vida, estou vivendo esse momento hoje o futuro eu não sei o que pode acontecer, mas por enquanto estou bem aqui no Cirque”.

VOLTA

VOLTA conta uma história fascinante sobre a liberdade de escolha e a emoção de escrever sua própria história. Inspirado em parte pelo espírito aventureiro que alimenta a cultura dos esportes de ação, o show tece a acrobacia em um mundo visualmente atraente, impulsionado por canções melódica.

O espetáculo é uma história de transformação. Trata-se de ser fiel a si mesmo, cumprir o verdadeiro potencial e o poder do grupo para tornar isso possível. Ele celebra a liberdade como um movimento. O show também explora os temas de auto realização e alienação em um mundo onde a tecnologia geralmente isola as pessoas um do outro em vez de libertá-las.

Usando a ascensão da cultura da celebridade e da TV da realidade como exemplo, VOLTA mostra o outro lado da fama e a busca pela autenticidade.

WAZ, um popular apresentador de game show, perdeu contato com seu eu interior na busca da fama, levado pela armadilha da glória instantânea. Mas, à medida que a dúvida surge, WAZ é iluminado por memórias de infância enquanto se encontra com "espíritos livres" que abrem as portas para sua alma interior, que por muito tempo permaneceu fechado.

Atualmente o espetáculo ‘VOLTA’ está em cartaz nos Estados Unidos.

Divulgação Cirque du Soleil

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